Para dar maior consistência ao movimento, e sabendo que o pensamento necessita de expressão verbal para se manifestar, decidimos neologizar e definir a palavra-chave para o movimento:
Bonobar
A palavra, contudo, não foi criada de maneira intelectual, e sim prática e espontaneamente. Não pretendemos ser nenhum Guimarães, mas se até Rogério Magri se imortalizou nas páginas do Dicionário Houaiss com sua irretocável palavra e irremovível contribuição à nossa flor do Lácio, acreditamos ter direito a uma palavrinha só nossa.
Bonobar significa, naturalmente, fazer o que os bonobos fazem. É excludente também com o comportamento-chimpanzé e tudo o que é relativo a ele. Por exemplo, nunca pode ser no trabalho, com a secretária – se quiser bonobar com ela, leve-a a algum lugar mais apropriado, livre das energias negativas chimpanzísticas, de preferência ao ar livre. Como hierarquia é coisa de chimpanzé, a relação com a secretária pode estar demasiadamente infectada pelas energias negativas, é necessário então um esforço extra na bonobação, como por exemplo, faltar no trabalho uns três dias seguidos em que o casal passa o dia inteiro apenas bonobando.
Bonobar é um verbo intransitivo que pode ser direto ou indireto. Se houver charminho, é indireto. Como é intransitivo não admite nunca objeto, ainda que eles possam ser usados a fim de dar um clima, ou vazão à imaginação e às fantasias, mas você nunca bonoba alguém ou a alguém, sempre com alguém, o que é muito mais gostoso.
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